Amores...
conquistas...
são coisas que
fazem parte da vida de todos nós...
Quem nunca as teve?
Osculos e amplexos,
Marcial
****
Por causa de certos contratempos sofridos,
certos revezes, algumas pessoas podem ficar com medo de amar, e
nesse sentido, uma pessoa muito amiga escreveu-me dizendo estar com medo de
amar novamente, por temer se machucar.
Claro, dizem que "gato escaldado tem
medo de água fria", e alguém que não se deu bem no campo amoroso, vai
relutar muito antes de se envolver novamente.
Assim, por se tratar de
um assunto muito delicado e que envolve muitas coisas, mexendo com o mais fundo
dos sentimentos, fui buscar orientação em fontes seguras.
Creio ter encontrado um
ponto de partida numa mensagem do Dalai Lama, que sabiamente diz: "Lembre-se
de que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos."
Partindo desse princípio,
é claro que para se encontrar o amor, não basta ir ao supermercado pegar na
gôndola, passar no caixa e assim levar para o casa o desejado amor. Seria
teoricamente uma beleza se assim fosse, mas assim, o mundo não teria graça,
pois o interessante é justamente essa perspectiva do imponderável. É aquela
dúvida sobre se dará ou não certo o romance ainda incipiente, saber se haverá
ou não perspectivas de futuro.
Claro que existem riscos,
pois o amor não é um sentimento unilateral. Para ser bom, tem que haver uma
reciprocidade total e completa, caso contrário alguém vai sofrer. E nem sempre
acontece o amor ser compartilhado. Nem sempre amamos quem nos ama, ou somos amados
por quem amamos, e são essas incertezas que dão o toque de emoção nessa
história de conquistas amorosas.
O bom da história, é
quando a conquista é simultânea. Ambos sentem a mesma emoção, e o mesmo
sentimento, e preferencialmente, ao mesmo tempo, conquistando-ses mutuamente.
Quando assim acontece, é uma beleza.
Por que amamos? Pela
própria necessidade que qualquer ser vivo tem, que é compartilhar a vida com
outra pessoa. A solidão, na maioria das vezes, dizem que é má conselheira, faz
as pessoas se amargurarem. Sempre é mais difícil viver-se na solidão. Daí a
procura pelo amor. Daí querermos amar alguém, mas deveremos encontrar a
reciprocidade, mesmo aque esse alguem seja uma amizade, um filho, um neto ou um
bisneto, pois o amor só funciona em mão dupla.
Todavia, como saber a
quem amar? Para que esse sentimento possa nos trazer a felicidade, é preciso
que encontremos na parceria uma certa cumplicidade, tem que haver um
entendimento, uma série de afinidades, o que contraria a idéia que nos é
passada por romances, filmes, novelas, segundo a qual temos que nos apaixonar
perdidamente para sermos felizes.
De verdade, não é por aí,
pois a paixão é uma atração física e se desgasta com a convivência, enquanto
que o amor verdadeiro se solidifica quanto mais passa o tempo, já que os anos
vividos juntos nesse amor tranquilo mostram que os parceiros tem tudo a ver. Ou
não.
Talvez não seja esse o
amor que muitas pessoas idealizam. Querem viver grandes emoções. E é aí que
mora o perigo.
Muitas vezes, por causa
de uma atração física muito forte, as pessoas se entregam totalmente,
"entram de cabeça" nesse romance. Só que para um dos dois lados a
atração passa mais depressa, e é onde alguém "se machuca", e acaba
sofrendo.
Antes de se entregar
totalmente a um amor assim, temos sempre que estudar um pouco a personalidade
da outra pessoa. Se a convivência poderá ser boa, se existe alguma afinidade
entre ambos. Sempre é perigoso deixar a paixão correr livre antes de se ter
certeza de que a relação poderá mesmo dar certo.
Quanto a viver uma
paixão, isso é ótimo, desde que se mantenha os pés no chão, entendendo que isso
pode não passar de uma aventura fugaz, o que sempre é bom, para quebrar a
monotonia da vida.
Bem crianças, espero que
todos tenham juízo, e assim, tenham UM LINDO
DIA.
Marcial Salaverry
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