FASCINANTE

22/09/2015

QUANDO NA PARCERIA EXISTE AFINIDADE

Uma real parceria é aquela onde existe
sintonia, e uma perfeita afinidade entre ambos.
Osculos e amplexos

Certamente existem diversos tipos de parcerias, e para que uma união possa ser considerada como sendo uma real parceria, será fundamental que haja uma sintonia entre ambos, devendo haver uma afinidade quase total, uma comunhão de idéias e ideais. Isso ocorrendo, existe uma grande possibilidade de tudo dar certo, e a parceria ter uma grande e gostosa durabilidade.
Falar-se em afinidade total, obviamente será utópico, pois uma comunhão total de pensamentos é algo impossível, eis que são duas pessoas, com maneiras diferentes de ver a vida, e com alguma vivência, mas se a afinidade total é impossível, devem existir ajustes, para que o entendimento não seja prejudicado, devendo haver respeito e boa vontade de parte a parte, para que os acertos sejam possiveis.
Quando se fala em ajustes, é necessário entender que as cessões e prerrogativas sejam mútuas, e assim, ambos precisam ceder em algo, para que as engrenagens se encaixem bem, caso contrário, as áreas de atrito poderão atrapalhar tudo.
E nessa "cessão de direitos", deve haver reciprocidade, para que se possa encontrar a tão sonhada felicidade, e essa expressão “deve haver", encerra uma suposição de algo desejável, mas que ainda é uma mera suposição muito otimista, e assim, as mudanças eventuais são desejáveis, imprescindíveis mesmo, e não consegui-las, poderá comprometer uma reciprocidade que esteve intacta por muito tempo.
A propósito, encontrei uma citação de César Romão que fala bem sobre o assunto:
"A felicidade não é algo que se conquista: é algo que acontece em nossa vida como prêmio pela maneira com que vivemos"
Tudo na vida é passível de mudança. Sempre é possível mudar uma situação, uma atitude. Se realmente desejarmos, poderemos mudar nossa maneira de viver, adaptando-a a uma realidade mais condizente com a necessidade para nosso bem viver.
Não poderemos esquecer que a vida é uma eterna dinâmica, e será justamente nossa intenção de acompanhar essas mudanças, que poderá determinar o nosso destino.
Se não houver tolerância, ou paciência, não só de um dos lados, mas de ambos, poderemos dar adeus à união, e para que isso não aconteça, deve haver respeito de parte a parte, e é importante que se saiba sentir o amor dentro do peito. É importante que se saiba reconhecer a importância do entendimento para que a união frutifique.
Deve-se saber buscar harmonia em todos os aspectos, já que, para que exista a felicidade, é imperioso que a parceria aja dentro de um respeito total e completo, e que haja esse respeito, mas algo que muitas vezes impede essa harmonia conjugal, é a necessidade de reafirmação da decantada supremacia masculina, que cada vez mais é desmentida pelos fatos. Nessa teoria distorcida, a mulher deve ser submissa. Algo que jamais poderá haver é esse tipo de relação baseada no binômio supremacia/submissão. Mais cedo ou mais tarde o lado que foi lesado em sua personalidade, rebelar-se-á, com certeza, e as coisas fatalmente irão se complicar.
Há que eventualmente saber perdoar, quando é forte o sentido de amar, mas não se pode fechar os olhos, simplesmente, e a tudo perdoar totalmente, por mais que se diga que o perdão faz bem a quem perdoa, fato que parece inquestionável. Claro que aquele que errou, e se sente perdoado, sentirá uma sensação de alivio indizível, mas precisará revisar seus erros, para evita-los no futuro.
Para que haja a reconciliação, o perdão deve ser merecido, e isso claro, vai depender da análise que se faça da extensão do erro cometido. Seu merecimento é algo subjetivo mesmo, varia de pessoa para pessoa, dependendo do discernimento da alma, e será esta justamente a chance para se reestruturar uma relação que chegou a parecer condenada.
O amor que os uniu, e os mantém unidos apesar dos contratempos, está claro que sempre existiu no coração, e o grande segredo será saber fazer com ele, uma eterna renovação.
É importante caminhar sempre lado a lado, como um par de namorados, de mãos dadas.
É importante o equilíbrio, sem ninguém mandar, nem obedecer, para que se possa merecer o carinho e o respeito, imprescindíveis para o bom andamento da relação.
Ninguém manda, mas ambos procuram satisfazer os desejos da parceria, obedecendo ao bom senso, sem que haja comando, naquela busca de adivinhar sonhos e desejos para os satisfazer, e esse, sem duvida, será o alicerce para uma boa união.
E outro fator importante, será viver a cada dia, UM LINDO DIA.

Marcial Salaverry

VEJEZ O ANCIANIDAD - VELHICE OU IDOSIDADE


La diferencia que existe entre ser viejo o ser anciano, está en la forma como se encara el pasar de los años.
A ese respecto, leí un pensamiento muy interesante, de Oliver Wendel Thomas:
Jamás seré viejo. Para mi, la vejez es siempre 15 años más de los que tengo...
Sin cualquier sombre de duda, son palabras sabias, pues las personas que se consideran viejas por el simple paso del tiempo, realmente lo son.
En realidad, se puede considerar que ese tal paso del tiempo trae como única consecuencia, algunas limitaciones físicas, que son muy bien compensadas por la larga experiencia que los años traen para quien sabe equilibrar su vida.
Esa experiencia es exactamente lo que permite dosificar con mucha inteligencia las limitaciones físicas y, siendo así, se puede hacer casi todo lo que se hacía cuando se era más joven, o, hablando más eufemísticamente, cuando se era menos anciano.
Además, niños, lo más importante es la EDAD ESPIRITUAL.
Conservándose el espíritu joven, no rindiéndose jamás, tenemos condiciones de mantenernos activos. El punto básico es no rendirse con el paso de los años.
Ellos que pasen, ya que mucho se habla de la inexorabilidad del tiempo, pero tenemos que resguardar nuestro espíritu activo. No podemos abatirnos con las limitaciones que la edad siempre trae. Aceptarlas es una cosa, rendirnos ante ellas es otra muy diferente.
Ese es el secreto que puede mantenernos vivos e ingeniosos.
Mantenerse en alguna actividad física, para mantener la circulación sanguínea en condiciones de no permitir endurecimiento de las arterias.
Mantenerse en actividad intelectual, obligándose siempre a pensar, a trabajar con la mente. Una de las cosas más prosaicas, pero que es un excelente estimulante "neuronal", (avísenle al Diccionario Aurélio) son los crucigramas, algo que exige grandes esfuerzos de las meninges, estimulando la memoria.
Adquirir nuevos conocimientos es un excelente estimulante. Salir fuera de la rutina de la vida. Hacer algo que no se hacía cuando joven.
En este punto, Internet ayuda mucho. Sea en el segmento que sea. En principío, aprender a lidiar con ella es algo que exige esfuerzo mental, además de que, siempre está estimulándonos el pensamiento, obligándonos a mantener una constante actividad mental, pues está en constante evolución y cada vez tenemos algo nuevo para aprender.
Adicionalmente, existe la posibilidad de mantenernos en contacto con personas de diversas partes del mundo. Eso, lógicamente, además de ampliar nuestros horizontes, nos trae nuevos conocimientos sobre muchas cosas de otros lugares posibilitando hacer nuevas amistades con personas que, encontrándose lejos físicamente, llegan a hacer con que sintamos su presencia a nuestro lado, según la afinidad espiritual existente.
Es de notarse un número cada vez mayor de ancianos utilizando Internet para los más diversos fines, siempre buscando algún tipo de vida, huyendo de una rutina que está cada vez más perjudicando la salud de las personas.
Para mucha gente, el simple hacho de intercambiar algunas palabras con amigos distantes ya es algo de mucha importancia para su día. Para alguien que repentinamente se queda solo y, que no tiene mucho ánimo para salir y buscar amigos, la solución está en la "maquinita tonta", que posibilita, sin tener que salir de casa, hacer amigos nuevos, tener sabrosas pláticas, adquirir nuevos conocimientos, en fin, volver a vivir. Y eso es muy bueno.
Entonces, básicamente el secreto es exactamente ese. Sobrevivir al paso del tiempo.
No rendirse a la tan temida vejez.
Anciano, si... viejo, nunca.

Marcial Salaverry



A diferença que existe entre ser velho, ou ser idoso, está na maneira como se encara o passar dos anos.
A esse respeito, li um pensamento muito interessante, de Oliver Wendel Thomas:
Jamais serei velho. Para mim, a velhice é sempre 15 anos mais do que eu tenho...
Sem qualquer sombra de dúvida, são sábias palavras, pois as pessoas que se consideram velhas com a simples passagem do tempo, realmente o são.
Na realidade, pode-se considerar que essa tal passagem do tempo traz como única conseqüência, algumas limitações físicas, que são muito bem compensadas pela larga experiência que os anos trazem para quem sabe equilibrar sua vida.
Essa experiência é exatamente o que permite dosar com muita inteligência as limitações físicas, e assim sendo, pode-se fazer quase tudo que se fazia quando mais jovem, ou, falando-se mais eufemisticamente, quando se era menos idoso.
Além do que, crianças, o mais importante é a IDADE ESPIRITUAL.
Conservando-se o espírito jovem, não se entregando jamais, temos condições de nos manter na ativa. O ponto básico é não se entregar ao peso dos anos.
Eles que passem, já que muito se fala na inexorabilidade do tempo, mas temos que segurar nosso espírito ativo. Não podemos nos abater com as limitações que a idade sempre traz. Aceitá-las é uma coisa, entregarmo-nos a elas é outra muito diferente.
Esse é o segredo que pode nos manter vivos e espertos.
Manter-se em alguma atividade física, para manter a circulação sanguínea em condições de não permitir o endurecimento das artérias.
Manter-se em atividade intelectual, obrigando-se sempre a pensar, a trabalhar com a mente. Uma das coisas mais prosaicas, mas que é um excelente estimulante “neuronial”, (avisem o Aurélio) são as palavras cruzadas, algo que exige grandes esforços das meninges, estimulando a memória.
Adquirir novos conhecimentos é um excelente estimulante. Sair fora da rotina da vida. Fazer algo que não fazia quando jovem.
Nesse ponto, a Internet ajuda muito. Seja em que segmento for. Já para aprender a lidar com ela, é algo que exige esforço mental, além do que, sempre está nos estimulando a pensar, obrigando-nos a manter uma constante atividade mental, pois está sempre evoluindo, e sempre temos algo de novo para aprender.
Além do que, existe a possibilidade de mantermos contato com pessoas de diversas partes do mundo. Isso logicamente além de ampliar nossos horizontes, nos traz novos conhecimentos sobre muitas coisas de outros lugares possibilitando fazer novas amizades com pessoas que, se estão longe fisicamente, chegam a fazer com que sintamos a presença a nosso lado, tal a afinidade espiritual existente.
Há que se notar um número cada vez maior de idosos utilizando a Internet para as mais diversas finalidades, sempre procurando algum tipo de vida, fugindo de uma rotina que vem cada vez mais prejudicando a saúde das pessoas.
Para muita gente, o simples fato de se trocar algumas palavras com amigos distantes já é algo de muito importante para seu dia. Para alguém que de repente se viu só, e que não tem muito pique para sair e procurar amigos, a solução está na "maquininha de fazer doidos", que possibilita, sem precisar sair de casa, fazer novos amigos, bater gostosos papos, adquirir novos conhecimentos, enfim, voltar a viver. E isso é muito bom.
Basicamente, então o segredo é exatamente esse. Sobreviver à passagem do tempo.
Não se entregar à temida velhice.
Idoso, sim... Velho, nunca.
Marcial Salaverry


FESTEJANDO BODAS

A cada aniversário de casamento,
é importante lembrar do dia em que tudo começou,
mesmo que tenha sido há 56 anos...
Com certeza é o ideal de felicidade...

Conhecemo-nos...
Amamo-nos...
Pelo casamento unimos nossos destinos...
Juramos amor e fidelidade,
esperando sempre conviver com felicidade...
A cada ano que juntos passamos,
mais e mais nos amamos,
estar juntos sempre, é o que desejamos...
Sempre teremos problemas,
mas deles não faremos dilemas,
pois unidos pelo amor os enfrentaremos,
e assim por eles passaremos...
Lembrando o dia de nosso casamento,
apenas temos nosso futuro no pensamento,
levamos bem dentro de nosso coração
o amor que nos declaramos em nossa união...
Sempre assim, de mãos dadas,
nossas almas apaixonadas,
para sempre unidos...
É o futuro de nos desejamos,
pois muito nos amamos...
Conhecemo-nos...
Amamo-nos...
Casamo-nos...
Para sempre...
até que a morte nos separe...

Marcial Salaverry

BEIJOS BEM BEIJADOS

Certamente com beijos bem beijados fica melhor
o amor...





Beijos quando são bem beijados,
atiçam os amantes, deixando-os excitados...
Beijos espalhados, pelo corpo todo beijados,
beijos, pelo desejo reclamados...
Beijos assim, mesclados por paixões,
sempre estão despertando sensações
Beijos sempre serão beijos,
nada melhor para acender os desejos...
Trocando beijos de sol a sol,
da manhã até o arrebol...
Quando chega o luar, vamos recomeçar
para gostosamente amar...

Marcial Salaverry

20/09/2015

EXPLICANDO O QUE PODE SER A AUTO TRAIÇÃO

"Alguém já disse que a pior traição que
podemos cometer, é contra nós mesmos..."
Osculos e amplexos,
Marcial

Para tentar explicar o que pode ser a auto traição, é preciso entender que logicamente não tem nada a ver com uma possivel traição ao nosso automóvel, mas sim, de trair nossa alma, nossas idéias, nossos ideais, e isso não só é possível, como na verdade é o que mais ocorre, e é a pior da todas as traições, quando por alguma razão deixamos de lado nossas convicções, esquecendo um projeto de vida.
Na verdade, a auto traição principia quando nascemos e não somos capazes de expor nossos reais desejos, sempre sendo submetidos a tudo que nos é imposto. Porém, nessa altura da vida, como ainda não podemos falar, expomos nossas contrariedades com nossos choros e berros. E o que ganhamos? Uma chupeta na boca, quando queremos uma pizza... Nem sempre somos atendidos dentro do que desejamos, mas temos que nos submeter, pois não podemos esboçar qualquer reação. Muitas vezes nosso organismo o faz. É quando ficamos doentes inexplicavelmente, mas que hoje em dia os médicos sempre dão o brilhante diagnóstico: "É uma virose..." Bolas e daí? Muitas vezes pode ser uma doença psicossomática, por algum desejo contrariado. E por que não? Desde que nascemos nossa mente já trabalha, e tem desejos, que geralmente são frustrados, porque os adultos não conseguem entender o idioma "nenês"...
Prosseguindo o ciclo da vida, continuamos a nos trair, pois nossa vida sempre será dirigida, não segundo nossos desejos, mas segundo “aquilo que é bom para nós”. Será que é bom mesmo? Será que queremos realmente estudar, ser crianças bem comportadas? Nossos desejos sempre tem que ser sufocados, pois os nossos pais, e demais adultos “sabem o que é bom para nós”. Só que agora podemos pelo menos exprimir nossa revolta. E daí, vai surgindo o que se define como “conflito de gerações”...
Principalmente porque estão sempre direcionando nossos atos e pensamentos para aquilo “que fica ou não fica bem”... Sem maiores explicações, sem maiores explicações, apenas dizendo que as coisas são assim, e ponto final.
É nessa época que é importante que haja um diálogo, onde nos seja permitido expor o que nos vai na alma, e onde estejamos dispostos também a ver o outro lado, para que possamos saber o que poderá ou não ser feito para nossa satisfação íntima, ou o que poderá REALMENTE ser bom ou não para nós, segundo nossos paradigmas.
É importantíssimo um diálogo franco e honesto, onde haja uma troca de idéias, e um mútuo escutar. Os dois lados devem saber expor seus pontos de vista, desejos e possibilidades, para que as coisas possam ser bem compreendidas. Temos que saber falar e ouvir.
Prosseguindo o ciclo da vida, quando chega a oportunidade de vivermos por nossa conta, de podermos dar nossos passos ao sabor de nossos desejos, é que realmente ocorre a parte mais forte da auto traição, e que muitas vezes, se transforma em alta traição...
Quantas vezes nossos planos de vida tem que ser mudados pelas mais diversas razões.
Seja por não termos condições financeiras de realizar “aquele sonho”, então precisamos ir à luta, enfrentando o mercado de trabalho, onde nem sempre conseguimos trabalhar naquilo que realmente queremos. Mas fica o desejo secreto latente lá em algum cantinho da memória...
Outro fator que nos joga na senda da auto traição, é quando começamos a amar alguém, e tentamos sempre agradar, procurando saber o que ela vai ou não gostar que façamos.
Claro que essa auto traição é recíproca, e na verdade, deveria haver um diálogo franco e honesto nesse início de relacionamento para que arestas possam ser aparadas, fazendo assim com que a auto traição seja, ao menos, minimizada.
Esse diálogo, embora necessário, é muitas vezes prejudicado por certos preconceitos que ambos os lados trazem, seja de frustrações anteriores, seja da própria vivência.
Essa traição nos fará perder a individualidade e a singularidade, levando-nos a abandonar a sensibilidade e a intuição que nos permitiriam viver uma vida plena e feliz, vivendo outra, mais frustrante, mas dentro das convenções e conveniências que nos são impostas pelo próprio ato de viver. E assim, calando quando deveríamos falar, falando aquilo que não desejamos, fazendo aquilo que não é nosso real querer, vamos levando essa traição adiante, sendo fiéis a uns quantos princípios de vida, mas não aos nossos reais princípios e desejos.
Muitas vezes, surge aquele dia que resolvemos mandar tudo para o espaço e nos libertamos de todo e qualquer grilhão, em busca de nosso sonho perdido. Nem sempre haverá tempo para isso, e nem mesmo possibilidades. Mas poderá valer a pena a tentativa.
Este assunto merece novos estudos, e, enquanto isso, fica aqui meu desejo de UM LINDO DIA, e sem muitas frustações, pois esse é o recado que desejava passar...
Palavras de amor ditas ao ouvido,
não caem no olvido,
quando ditas com sinceridade,
levando muita felicidade...
Marcial Salaverry"

Saiba escutar estas palavras,
doces palavras trazidas pelo vento,
vindas de belos poemas,
escritas com carinho,
mostrando do amor o caminho...
Palavras que o tempo não apagou,
e são essas palavras as únicas,
a falar do amor todas as coisas...
Palavras ternas de amor,
ditas com calor,
com muita sinceridade,
só trazem felicidade..
Aquele "Te amo", dito no ouvido,
deixa qualquer pena no olvido...
Escute-as, ao ouvido sussurradas,
e sinta que são apaixonadas,,,
Marcial Salaverry

19/09/2015

QUANDO UM SONHO SE REALIZA

Todos temos alguns "sonhos impossíveis" vindos de nossa infancia...
Mas quando algum desses sonhos pode ser realizado,
claro que marca definitivamente nossa vida...
Assim foi a África em minha vida...
Osculos e amplexos,Marcial


Quem nunca teve loucos sonhos em sua infancia? Não fui exceção, pois sempre tive um certo espírito aventureiro, e desde minha mais tenra idade, sempre sonhei com incríveis aventuras, quando me via compartilhando aventuras com os herois dos gibis da época, ora sendo um Tarzan, vivendo na selva, entre as feras, ora, sendo um Flash Gordon, vivendo num futuro longínquo (para mim, na época...), ora sendo um Roy Rogers, matando todos os bandidos no velho oeste, sem esquecer o Fantasma, herói das selvas africanas...
Mas tudo ficava apenas em sonhos, pois na época não era possível viajar-se como hoje, com uma mochila nas costas e nada no bolso. Creio ter nascido em época errada, pois, para levar essa vida aventureira como sonhava, seria preciso ser rico, ou então ter nascido uns quantos anos depois.
E assim, me deliciava com todos os filmes que mostravam a África misteriosa e longínqua. Sabia, contudo, que eram apenas sonhos irrealizáveis, mas os tinha, e ficaram mantidos no subconsciente.
A vida em si, ia confirmando a realidade que já vira. E comecei a esquecer dos sonhos, empenhado que estava em cumprir com minhas obrigações de chefe de família, com esposa e filhos para cuidar e sustentar. Os sonhos, então, foram arquivados. O máximo que me permitia em termos de viagem, eram pequenas incursões a Santos.
Minha mãe fizera uma previsão para mim, segundo a qual iria fazer uma grande viagem, e assim, quando mudamos de São Paulo para Santos, disse a ela em tom de gozação, que ela estava certa. Seria essa minha grande viagem. Mal sabia o quão exatas foram as previsões que ela fizera...
Com todas as dificuldades que poderia encontrar, até que gostava da vida que levava na então pacata Santos, mas nessas brincadeiras do destino, algo aconteceu que faria mudar tudo, e que possibilitaria a realização do velho sonho. Mudou-se para uma casa vizinha da nossa, uma família de portugueses, os Paiva, que havia fugido do Congo Belga, por ocasião das lutas pela independência daquele País, em 1961.
O fato deles terem vindo da África, fez com que nossa amizade crescesse, pois eram intermináveis nossos papos sobre a vida no Congo, tão misterioso para mim, e que me despertavam enorme curiosidade.
Ora, com a normalização da vida no Congo, os Paiva resolveram voltar para lá, pois já havia condições de vida novamente. Ficou acesa a luzinha interior, e o sonho começou a ressurgir...
Na época, em 1969, a situação geral do Brasil não estava muito boa, e a minha situação pessoal, pior ainda. Recebi uma carta do amigo Manuel Paiva, contando que tudo estava em paz por lá, e que, devido ao êxodo da mão de obra qualificada quando das revoltas, seria fácil para eu obter boa colocação lá, e com boas vantagens. Boas vantagens? Bons ganhos? Possibilidade de independência financeira? Ainda mais a África velha de guerra? Objeto de meus sonhos infantis?
Conversei longamente com Neyde, minha esposa, sobre essa aventura. Tão insana quanto eu, ela “topou a parada”. Decidimos mandar tudo para o espaço, e, contrariando a opinião de ambas as famílias e também de todos nossos conhecidos, resolvemos vender tudo que tínhamos aqui, e embarcar nessa “loucura maluca” (assim a chamavam todos...).
Afinal, partir para o desconhecido, com duas crianças pequenas, na realidade, poderia ser encarado como maluquice pura. Insanidade seria pouco. Loucura de verdade. Teria que viajar sozinho, deixando a família aqui, pois precisaria sondar o terreno no Congo, para saber se o que Paiva dissera era verdade.
Pronto, o sonho em vias de ser realizado... Sequer me atrevia a pensar sobre o assunto, caso contrário voltaria atrás em minha decisão, tantos eram os problemas que todos me apontavam. Não tinha o menor conhecimento de como eram as coisas lá. Tinha conhecimentos apenas rudimentares do francês. Sequer sabia o que iria fazer lá.
Só sabia que ia. O que realmente me animava, era o velho espírito aventureiro que ressurgira com força total, e aquele velho sonho de conhecer a África de meus ídolos, os longínquos Tarzan, Fantasma, Nyoka.
Já me imaginava enfrentando leões, elefantes, hipopótamos, e mal sabia que isso ocorreria realmente, que os veria muito de perto, que sentiria o cheiro dos bichinhos bem diante de mim.
Chegou o dia do embarque... Despedi-me da família... Como minha irmã Gloria pediu, fiz a lista de “minhas últimas vontades”, pois poderia encontrar antropófagos por lá... E os iria encontrar mesmo...
Enfim, meu velho sonho de infância iria se realizar. Ao entrar no avião, olhei para minha esposa, que ainda conseguia segurar as lágrimas, e disse: AFRICA, LÁ VOU EU. PREPARE-SE.
O resto, o resultado dessa "loucura maluca", poderá ser conferido no livro UM BRASILEIRO NA ÁFRICA, onde conto tudo o que vivi por lá. Que sobrevivi à "loucura maluca", está provado. Não matei a fome dos antropófagos, leões, crocodilos e congeneres que encontrei pelo caminho, e estou podendo ter a cada dia de minha vida, sempre UM LINDO DIA, e assim desejo a todos que me leem, (e a quem não me lê tambem, afinal cada qual tem seu gosto e preferências...)

Marcial Salaverry

BOM É POETAR E AMAR

Amando, poetamos,
poetando, amamos...
Amar poetar, para poetar e amar...

(imagem google)

Poetas sempre estão poetando,
fazendo poesias na vida,
e da vida, uma terna e eterna poesia...
Poeta-se todo dia
na esquina da poesia,
com amor no coração...
Nas asas da poesia a voar,
no espaço etéreo flutuar,
no doce sonho de amar...
Amar e poetar,
poetar e amar...
Para a felicidade alcançar...Tem a poesia
uma certa magia,
que nos encanta a alma...
Poeta verdadeiro fala com a alma,
e poetando expõe sem medo ou pejo,
por seu poetar, seu eterno desejo...
Marcial Salaverry

SEMPRE ESTAMOS PROCURANDO A FELICIDADE

A felicidade sempre será nosso principal objetivo na vida,

razão pela qual nunca desistimos de encontrá-la.
Apenas nos esquecemos de procurá-la onde ela realmente
tem sua morada, ou seja, em nosso interior...
Ósculos e amplexos,
Marcial

Certamente a felicidade é o maior anelo de todo e qualquer ser vivente, e assim, passamos uma grande parte de nossa vida sempre procurando algo, correndo atrás de alguma coisa que desejamos, que pode ser um amor, um emprego, uma amizade, uma casa, ou seja, estamos eternamente buscando algo, que muitas vezes não sabemos bem o que seja, mas o certo é que essa busca será por algo que possa nos alegrar a alma...
E assim, quantas vezes nos surpreendemos, tentando descobrir o que estamos fazendo neste mundo, tentando encontrar a tal da felicidade, quantas vezes ficamos parados, tentando imaginar o que poderemos fazer para mudar de vida, ou para alcançar algum objetivo que levamos no recôndito de nossa mente, e ainda não conseguimos saber o que é.
Certamente devemos nos empenhar para alcançar o que queremos, no entanto, se não estamos conseguindo, provavelmente algo nesta busca está errado, e talvez seja a falta de um objetivo definido, e que seja aquilo que realmente queremos, e temos condições de atingir, pois muitas vezes tentamos conseguir algo totalmente fora de propósito, e nos frustramos quando descobrimos essa improbabilidade.
Não podemos desejar que tudo nos corra facilmente, menos ainda devemos desistir quando as coisas se tornam difíceis, pois, na verdade, se nosso esforço não está dando resultados, é porque talvez não estejamos agindo adequadamente para atingir tais objetivos. Talvez seja hora de buscar novos caminhos, traçar novas metas. Repensar em alguma coisa que deixamos para trás.
Na realidade, certos tropeços que sofremos, são como se fossem símbolos, algo que nos faça entender que antes de merecer aquilo que desejamos, precisamos aprender algo de importante, ou seja, precisamos estar prontos e maduros para viver determinadas situações, necessitando basicamente saber aquilo que queremos e saber direcionar nossos esforços para objetivos exequíveis, ao invés de simplesmente parar e deixar a vida passar, ou então insistir em algo impossível, ou que irá exigir esforços acima de nossas forças.
Na verdade, não devemos correr insanamente atrás daquilo que desejamos. É importante compreender que a vida segue um curso natural, que é perfeito. As coisas acontecem quanto tem que acontecer. Nossa ansiedade é que muitas vezes atrapalha nosso próprio caminho, provocando um dos males do século, o "stress", responsável direto por muitos problemas de saúde. Falta-nos paciência para conseguir aquilo que queremos. Sempre temos urgência em atingir nossas metas, sem pensar que tudo acontece no seu devido tempo, livremente, seguindo um curso natural.
Para podermos saborear uma conquista, devemos estar em condições de festeja-la. Certamente a valorizaremos muito mais se ela nos custou muito esforço, se tivemos que mostrar nosso real valor para consegui-la. Mas soubemos dar cada passo para a conseguirmos, e assim sendo, não podemos nos limitar a tentar apenas chegar ao final do caminho o mais rápido possível, temos que saber desfrutar desse caminho. Comparando com uma viagem, onde temos um ponto de saída e um de chegada, e um longo caminho a percorrer. O importante, claro, será chegar ao destino, mas devemos saber aproveitar a paisagem que temos diante de nós. Além de nossos objetivos, temos que saber cuidar de nosso jardim, temos que saber aproveitar a paisagem. Temos, enfim, que saber viver, e que tudo faz parte da vida. Momentos de lazer, e de prazer. Trabalho e distração. Dor e sofrimento. Tristezas e alegrias.
Temos que saber nos amar, para que possamos amar a vida, porém, se nos escravizarmos a objetivos, estaremos nos sacrificando, e não nos amando. Vamos pensar na vida, e vamos vive-la também, sempre procurando fazer de cada dia, UM LINDO DIA...

Marcial Salaverry