Namorar no Dia dos Namorados,
é o que há de
bom...
Mas se estiver sem,
não fique na saudade...
Ame-se...
Namore-se...
E sorria para a vida...
Você deve ser o grande amor de sua
vida...
Osculos e amplexos,
Marcial
TEXTO PUBLICADO EM 11/06/2014, mas
como
todo ano tem Dia dos Namorados, vale a pena ver de novo...
A
VIDA É UM TERNO E ETERNO NAMORAR
Marcial Salaverry
Partindo do
princípio que namorar é o que de melhor podemos fazer na vida, vamos
inicialmente tentar explicar o que é esse tal de namoro, e porque é tão
chameguento o tal do Dia dos Namorados. E, claro, dos "namoridos" também, que
já um segundo estágio do namoro, e dos mais importantes, para não perder o
romantismo inicial...
Começando do início, vemos que após um conhecimento
preliminar, é o Namoro o ponto de partida para o amor.
Pelo menos assim era
antigamente, tudo começava com o namoro, depois acontecia o noivado e assim
chegava-se ao casamento. Tudo regido pelo amor.
Bem, nem sempre, pois por
vezes a coisa toda era manipulada por acordos. Eram os tais de "casamentos
arranjados"...Mas esta é uma outra história, e fica para uma outra
vez.
Com o advento da modernidade, hoje em dia
começa-se "ficando", mas nem sempre fica bem "ficar", então, ao invés de
"ficar", fica-se namorando mesmo. Mas sempre se fica. Ou se "fica". Fica para
os mais jovens explicar como fica tudo isso.
O namoro evoluiu muito com o
tempo. Já houve tempo em que a jovem ficava romanticamente na janela, e era
cortejada com doces olhares e lindas serenatas, ou por infindáveis passeios.
Era interessante que nosso itinerário coincidia sempre com o momento em que ela
saia à janela. Não haviam prévios acordos. Apenas o chamado do amor. Sem
duvida, uma época essencialmente romântica, e amava-se platonicamente até o
casamento. O namoro sempre era vigiado, pois não eram permitidas "certas
liberdades" antes de se firmar o que se chamava de compromisso matrimonial (ou
seja, o casamento), e assim por vezes, eram anos de namoro e noivado até o
casamento. A coisa toda era encarada com seriedade. Quando o rapaz conseguia
pegar nas mãos da jovem, já era uma glória.
Depois, veio aquele namoro, em que já era
permitido mão na mão... Conseguia-se até roubar um beijinho. Emoção suprema.
Um beijinho à socapa. Contudo, se o papai ou a mamãe visse, seria reprimenda na
certa. Onde já se viu beijar se ainda nem se conheciam direito (depois de três
anos namorando).
Com a evolução rápida do tempo, principalmente no
após-guerra, houve uma mudança de costumes, e logo se chegou a um estágio mais
avançado. Já se permitia que o romântico casalzinho saísse sem ter de levar o
irmão menor para ir ao cinema. Ou mesmo um passeio diferente. Por exemplo, ao
Zoológico. Era uma delicia um passeio ao Zoologico, de mãozinha
dada...
Ainda não existiam os motéis. Quando muito um
drive-in onde alguns amassos podiam ser feitos, no desconforto do banco de trás,
pois no da frente o cambio sempre atrapalhava...
Agora a coisa mudou um tanto. Quando um rapaz e
uma moça se conhecem, ao dizer muito prazer, vem a pergunta, no meu ou no seu
apartamento?
Contudo, se o modernismo acabou com o romantismo de antigamente,
não acabou com o amor, e nem com o namoro, ou com a "ficação". Só que agora
ainda existe um tal de namoro virtual, que dispensa o contato físico para que
se ame. Mas é um tipo de namoro. Portanto, o namoro continua existindo. Não se
sente a presença física ao lado, mas "sente-se" a presença de quem está ausente.
Pergunte a quem tem um amor virtual, e ele te explica. E viva o Dia dos
Namorados.
De qualquer maneira, o amor sempre será o principal objetivo de
todos, sempre na procura da famosa alma gêmea, ou como se dizia antigamente, a
"outra metade da laranja".
Para que o amor seja perfeito, é preciso haver
reciprocidade nos sentimentos, será necessário que o mesmo sentimento abra dois
corações, permitindo uma interação perfeita entre ambos, consumando o que pode
ser chamado de um amor perfeito.
Mas, se o namoro pode abrir a porta para o
coração, é preciso que também abra a porta para o cérebro, pois a razão deverá
controlar a paixão, ditando as normas necessárias para que o amor seja
duradouro.
Deve-se abrir também a porta para o entendimento, o diálogo,
permitindo que haja harmonia nesse amor.
Vamos então namorar, mas com
consciência, não apenas seguindo os impulsos do coração, ou do sexo. É preciso
controlar, usando bom senso, para que as coisas se desenvolvam bem, sem
desentendimentos idiotas, que podem tudo atrapalhar...
Portanto, para que
haja um bom desenvolvimento nesse amor, é preciso haver bom entendimento,
diálogo, respeito, e assim teremos um relacionamento gostosamente
duradouro.
E com essa idéia, vamos sempre ter UM LINDO DIA,
namorando no Dia dos Namorados, e amando nos outros 364 dias do
ano.